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ANA RITA VEIGA
Otimista praticante, planeou criteriosamente o dia em que desceu a Terra, fazendo-o coincidir, quase ao minuto, com o aniversário do seu pai. A partir daí até agora, foi tudo minuciosamente improvisado. Contas feitas aos primeiros 45 anos de uma vida cheia, onde arrisca usar a mesma pele sensível com que nasceu:
Uma licenciatura em direito, bons livros, melhores amigos, dois filhos extraordinários, um punhado de árvores plantadas na serra de Sintra e agora um livro. Haverá melhor recheio para a primeira metade de uma vida? Pelo percurso outros voos livres, que, pela falta de espaço, ficam, por ora, por contar. Talvez numa próxima obra. Quem sabe?
ISABEL LIMA
Isabel Lima, nasceu em Lisboa. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica da Faculdade de Lisboa. É Magistrada do Ministério Público. Paralelamente à sua carreira profissional, estudou teatro na Casa do Artista, na “Inimptus - Escola de Actores” e teatro de Improviso com “Os Improváveis” Integrou vários grupos de teatro amador.
Como hobbies tem ainda a fotografia, a decoração e a moda.
Viciada em viagens é pelo Mundo, e sempre em Londres, que se inspira para a escrita, outra das paixões, que desde cedo descobriu, e que dá agora a conhecer, pela primeira vez, ao grande público.
RODRIGO RIBEIRO
Um velho sábio escreveu que “O mundo é perigoso para os sonhadores”, mas como ele começou a sonhar antes da mãe o ensinar a ler, lá acabou a ser sonhador.
Os sonhos são riscos que merecem ser aceites com um sorriso na cara e, não raras vezes, até surpreendem, realizando-se contra todas as expectativas:
•De miúdo “trinca-espinhas” até atleta medalhado, passou apenas “uma arroba de anos”.
•De delegadinho de turma (a defender os “acidentes” dos colegas “maus”), até advogado do “pai-trono” (a defender os acidentes dos motociclistas “bons”), foram apenas duas décadas.
•De criança de oito anos a perguntar pela morte de Sá Carneiro na televisão a preto&branco até sentar-se, como deputado, na mesmíssima bancada deste na Assembleia da República, foram outras vinte voltas ao Sol.
Apesar de licenciado em “DISCURSAR”, preferiu fazer mestrado e doutoramento em “ESCUTAR” (porque aos seres humanos não basta “ouvir”) e só então escreveu a sua “LEI MAIS IMPORTANTE DE TODAS”, casando com uma linda mulher e sendo pai de uma linda menina Raquel que, sonha ele agora, continuará a “sonhar e a dar voltas ao Sol” bem depois dele acabar as suas.


