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Domingos de Azevedo
 O Domingos de Azevedo veio para Portugal, de Moçambique, depois da Revolução, acho eu. Conheci-o, ainda estava na TAP.Foi meu colaborador no "Turismo", desde a primeira hora: era uma secção que eu não dispensava por coisa nenhuma. Eu vira-o fazer, no "Tempo", uma secção que todos liam, que fazia vender o jornal, e quando eu criei o "Turismo" contratei-o. A secção dele intitulava-se "Achados & Perdidos" e era muito interessante.Por outro lado, o Domingos de Azevedo foi sempre um profissional que admirei. Não é fácil, em Portugal, que digo?, em Lisboa, com meia dúzia de jornais, conseguir ser "free-lancer", publicar notícias comentadas num jornal, e noutro, e naquela revista, sempre com grande equilíbrio, sem criar problemas de maior, convivendo com toda a gente, sem ferir susceptibilidades. E, tudo isso, sem perder uma certa personalidade, uma certa independência. É difícil. Ora eu se alguma qualidade tenho, é a de não me vexar, em absoluto, por admirar as outras pessoas nas suas atitudes e no seu trabalho.As suas notícias são muito personalizadas, curtas e incisivas, a maior parte das vezes, o que é difícil; é mais fácil escrever um texto muito grande, contanto tudo o que se viu, do que sintetizar, escrever apenas (o que é muito) o importante da situação.
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