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Desde bem no início da sua infância, Gustavo Malagigi (que ainda não era “Malagigi”) apresentou uma incomum curiosidade pelas letras. Algum tempo depois de ter aprendido a falar, perguntou para seus pais quais eram “suas letras” (em referência às iniciais de seus nomes). Em sequência, quis saber das dos avós, tias e tios, primas e primos, das pessoas ao seu redor. Foi juntando as fontes e formando palavras... Gustavo entrou na escola já sabendo ler e escrever. Influenciado pelo avô, cuja profissão de advogado o fazia ter uma biblioteca em casa, Gustavo teve a meninice muito próxima dos livros – e da Música Clássica.
Quando chegou a adolescência, Gustavo se deparou com o temível e famigerado Rock and Roll. Ficou um tempo afastado das literaturas (acreditando que o roqueiro de verdade as desprezava), até que descobriu que seus “heróis” – cabeludos de aspecto bárbaro e ares pagãos – eram consumidores dos livros, das Artes, da Filosofia, da História; eram apreciadores das culturas do mundo (sendo suas composições muitas vezes inspiradas nesses saberes), e Gustavo voltou a frequentar o universo das leituras – agora com ainda mais avidez. Foi nesse contexto, que Gustavo adotou o nome de um personagem que leu em livro, e desde então, as pessoas o conhecem como Gustavo Malagigi.
Daí por diante, teve contato com inúmeros autores e incontáveis obras – dentre clássicos, romances, contos, crônicas e poemas –, passando a arriscar-se nas suas próprias criações. Por dez anos, Gustavo Malagigi foi vocalista da banda de rock Tocata y Fuga, e durante esse período, foi germinando textos, poemas e até atreveu-se a rabiscar letras em inglês para as músicas de seu grupo. Em 2020, ficou por alguns meses organizando uma coleção de seus escritos, e em 2021, às vésperas dos 35 anos, publica, pela Chiado Books, o seu primeiro livro, intitulado “A Casa Cósmica”.


