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Izabel Fortes nasceu em Cachoeira Paulista, em julho de 1941.
Brincou muito pelos quintais do casarão, pelas ruas e pracinhas da cidade! Sempre gostou de ouvir histórias reais, lidas e inventadas pela gente grande da família e pelos andarilhos, que seu pai alojava, por vezes, no quartinho dos fundos.
Deles ela ouvia causos de indígenas e de escravos! “Lia”, mesmo antes de conhecer as letras! Quando aprendeu a ler de verdade, numa escola da zona rural, então, não parou mais! Estudou em Cachoeira.
Fez o curso clássico em Guaratinguetá e foi pra São Paulo, fazer faculdade! Por essa época já escrevia alguma coisa! Formou-se em Letras pela PUC de São Paulo e, como professora de língua e literatura, valorizava a leitura e a escrita com seus alunos, mas não conseguia aprovar os seus próprios textos! Engavetou-os! O tempo passou! Põe tempo nisso...
Do seu feliz casamento nasceram três lindos filhos! Correu mundo e, hoje, de volta às origens e avó de seis queridos netos, aos quais leu e contou muitas histórias, ela resolveu tirar da gaveta seus velhos textos, terminá-los, reinventar outros e até narrar acontecimentos de sua movimentada e bem vivida vida! Perdeu o medo de ser simples, ao ler o filósofo Rubem Alves! Então, decidiu publicar seus escritos! Faz parte da Academia Cachoeirense de Letras e Artes, em cujas Antologias há alguns contos dela.
Tem publicados vários livros infantis, infanto-juvenis, autobiográficos, reinventados pelas lembranças.
E ela não se repete.
Ninguém aprende a escrever de uma vez por todas! O livro que vai escrever, a seguir, traz os seus desafios e dificuldades inerentes!
Interessante como as palavras instigam suas trajetórias. Eis a nova obra: Ah, quilombolas se eu soubesse...


