Insira abaixo o email associado à sua conta e clique em "enviar". Receberá no seu email um link a partir do qual poderá criar uma nova password.
João de Jesus Milhano, nasceu a 14 de abril de 1932, na localidade de Aldeia do Carvalho, concelho da Covilhã, na qual viria a falecer a 14 de junho de 2015.
Frequentou a escola primária local, concluiu a antiga 4.ª classe e em 1945 iniciou a sua vida profissional como operário numa fábrica de lanifícios na Covilhã.
A 5 de maio de 1953 foi incorporado no Batalhão de Caçadores n.º 2 do Exército, na Covilhã, e em agosto de 1954 foi mobilizado para a defesa da então Índia Portuguesa.
Embarcou em Lisboa no Paquete Índia no dia 9 de agosto e desembarcou em Mormugão – Goa, a 26 de agosto de 1954.
Em Goa foi integrado no Batalhão de Caçadores da Índia1.
A viagem de regresso à metrópole aconteceria a 22 de novembro de 1955 com destino a Lisboa onde desembarcou no dia 14 de dezembro desse ano.
Casou em 1957 com Natália Rosa dos Santos, verdadeiro pilar da sua vida, com quem partilhou a dádiva do nascimento de dois filhos, mas também a mágoa de ver um deles partir na sua frente.
Teve ainda quatro netos.
Na década de 1970, esteve emigrado por cerca de um mês em França, mas as saudades da família terão falado mais alto e prontamente regressou de vez.
Durante muitos anos, as ocasiões especiais eram pretexto para improvisar e escrever duas ou três quadras alusivas. Por vezes, a pedido de familiares ou amigos, declamava de memória, o discurso, ou cantava um ou outro fado de entre dezenas cuja letra sabia de cor.
Para familiares, amigos e todos os que o conheceram de facto, constituiu um exemplo de amizade, de autenticidade e simplicidade.
Para todos deixou, numa peculiar caligrafia, A Caminho de Além-mar, entre algumas canções e muitas outras quadras soltas.
O seu legado de operário, soldado e poeta, tem muito da alma do povo do fado.
Por entre melancolia e euforia, tristeza e alegria, quais verdadeiras ondas, por vezes bravas ondas, de todo um outro mar.


