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Nasci numa aldeia de nome Esmolfe no Distrito de Viseu, concelho de Penalva do Castelo e ainda com meses de idade migrei para perto da capital do meu país que é Portugal, mais precisamente para Almada. Vivi na rua Dª Leonor de Mascarenhas nº52, concelho de Almada, Distrito de Setúbal, mas como a vida dos meus pais não era nada fácil, foi decidido regressar com 5 anos de idade às origens lá na aldeia, terra da maçã do Bravo de Esmolfe e aí vivi até aos 14 ou 15 anos. Com 14, 15 anos vim para a capital, onde fui trabalhar para a cozinha de um restaurante de nome «Central de Paris», na Av. de Paris, em Lisboa e vivi na rua Capitão Roby nº 72 na Picheleira, em Lisboa.
Devo mencionar que fiz o 1º e 2º ciclos na minha região de influência e que trabalhei nas minas da pedra, onde fui aguadeiro e designado como moço. Aí adquiri alguns conhecimentos de como se trabalha a pedra, usando a maceta e o escopro, a marreta, o martelão, os pinchotes, a régua e o esquadro e, quando era preciso, explosivos para se abrir a pedra.
Depois de ter saído da minha região, após um ano de trabalho, decidi mudar de vida e ingressei na hotelaria e restauração, onde fiz trabalho de copa; isto é, lavar a loiça da cafetaria e servir copos de vinho, pois esta era a minha secção e, devo dizer que não eram tempos de fáceis; pois a loiça era lavada com água fria e detergente, pelo que tive as mãos, no tempo frio, todas gretadas do cieiro. Só depois de ter vindo para a capital é que trabalhei com água quente.
Na cozinha trabalhei três anos, onde aprendi a cozinhar, pois quando saí pelo motivo de ter ido estudar para tirar o 3º ciclo do ensino básico ou até seguir mais longe dando continuidade aos estudos, não foi possível, pois foi-me recusado esse caminho, pelo que fui despedido. Assim, tive conhecimento do sindicato no qual me inscrevi e a partir desta data fiquei sindicalizado no sindicato de Hotelaria, Restauração e Similares do Sul. A principal função dos sindicatos é salvaguardar o interesse das pessoas em termos laborais, dando-nos orientação sobre as leis do trabalho, assim como sobre os nossos direitos, orientando-nos também para com os nossos deveres, incentivando a haver um diálogo entre trabalhadores, a entidade patronal e o governo, para a concertação social.
No meu caso, o despedimento não foi considerado ilícito porque era contrato renovável, caso o empregador estivesse interessado, como neste caso não houve interesse por parte da entidade patronal em renovar esse contrato, este acabou.



