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João Paulo Gripa, nascido em Descalvado, uma bela cidadezinha do interior de São Paulo, é aos 22 anos, psicólogo, palestrante, músico e poeta, embora prefira ser reconhecido apenas como um “agraciado por Deus” – significado do seu nome – só mais um João (vide seu poema “Apresentações”); conta hoje com mais de mil e trezentas páginas de poesias e poemas escritos, ainda não publicados. Participou como coautor das obras: “Além da Terra, além do Céu – Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea, Vol. IV” (2019) e “Quarentena – Memórias de um País Confinado” (a ser publicado em 2020), ambas pela Chiado Books.
Começou conhecer-se e, por conseguinte, a sua paixão pela poesia, as 13 anos de idade, quando por brincadeira escrevia poemetos nas folhas finais do caderno da escola, correndo pra terminar de copiar a matéria passada na lousa o mais rápido possível para lhe sobrar tempo pra responder às inspirações poéticas que o chamavam. Soube que escrever era seu caminho para expressão e descoberta de sua personalidade, o tão sonhado (ainda que inconscientemente) encontro consigo mesmo, quando “desafiado” aos 15, por sua professora de literatura: “não quero ler Machado, quero ler João” – ‘sua versão’ do conto O Espelho de Machado de Assis, substituindo o criticado resumo que fizera da obra; seu primeiro contato com o ‘se permitir ser lido’ por alguém. Meses depois, sua primeira crônica (infelizmente perdida no tempo) foi aplaudida e ‘premiada’ pelos elogios de ser exemplo do gênero perante toda a classe da então oitava série A do ensino fundamental.
João não intentou ser biógrafo, mas não foi possível não sê-lo à medida que descarrega vida em seus versos em todas as conturbações que emoções, relacionamentos, sonhos, vontades, desejos, erros, culpas, abandono e sentimentos de não pertencimento acarretam, não só aos adolescentes, mas a todo que se reconhece adolescendo em qualquer que seja a idade cronológica. A poesia como sua válvula de escape, nos escapa à excruciante realidade, ao mesmo tempo que nos faz encará-la.


