Insira abaixo o email associado à sua conta e clique em "enviar". Receberá no seu email um link a partir do qual poderá criar uma nova password.
Luis Chaves Romão, natural de Zebreira, (Beira Baixa), nascido em 20 de fevereiro de 1949.
Após completar o ensino primário obrigatório, bem cedo se iniciou na atividade laboral condizente com a tenra idade. Aos doze anos a saída para outras paragens; empregado de mesa seria o seu primeiro emprego.
Aos quinze anos volta de novo á terra natal onde trabalhou nos campos até aos dezoito anos. Com a onda migratória dos anos sessenta ruma para a capital onde consegue emprego numa grande empresa metalo-mecânica. Ali permanece até á chamada para o cumprimento do serviço militar obrigatório.
Angola foi o destino e em Cabinda sobreviveu. Retomou o gosto pela escrita e, não sendo poeta, pode redigir inúmeros poemas alusivos ao dia a dia da vida em campanha, os quais, no final da comissão, distribuiria pelos camaradas de armas.
Foi também anotando todas as peripécias e acontecimentos julgados importantes, ocorridos ao longo dos vinte e cinco meses que durou a comissão.
Regressado da guerra e ao posto de trabalho, interrompido pelo dever militar, iniciou a tarefa de “passar a limpo” os registos dos episódios vividos no Maiombe.
Trabalhando de dia e estudando à noite pode completar o Curso Geral dos Liceus tendo ainda frequentado algumas disciplinas do então “Curso Complementar”.
Aos 68 anos e decorridas mais de quatro décadas após o términus da nossa estada em áfrica, sentiu chegada a altura de dar o seu contributo para uma melhor compreensão daquilo que constituiu a vida dos nossos soldados na guerra colonial, na qual quase toda uma geração se viu envolvida.


