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Aquariane, com áries e sagitário, sobrevivente, não binarie, de meados dos anos noventa. Filhe de adolescentes, comecei a tentar significar traços em ideias no IGC da UFMG, entre os quatro e cinco anos, admirando as pessoas do D.A. e alimentando os peixes, hoje, falecidos. Mafalda foi base e bíblia, junto com Silmarillion e alguns Asterix e Obelix. Mas principalmente, Mafalda. Sabia de cor, copiava os desenhos e queria ser ela. Mineire com um pé carioca. O vale de Brumadinho, me ensinou as múltiplas possibilidades do horizonte, desde as primeiras corridas, à escaladas. O Rio, me ensinou amizade, me deu forças para tentar sobreviver de arte e a me amar. A volta para Minas, me trouxe chão, força para gritar e para tentar matar meus traumas. Mas nada seria possível sem a vó Áurea. Traços e manchas sempre foram as expressões mais próximas dos meus pensamentos. Palavra, para mim, é traço significado. O Centro Educacional Anísio Teixeira, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o Studio 49 do Edgar Fonseca, o coletivo Norte Comum, o F.I.Q. Jovem 2018, a Escola Guignard, Mônica Sartori e o Mário Vale, contribuíram para minha formação estética, artística e pessoal de uma forma que só tenho a agradecer. Quebrando os padrões impostos de gênero e da língua portuguesa, atendo pelo artigo neutro (e/u), com a esperança de um dia a língua ser menos binária e machista. Como diz meu amigo Luís, “a fé não morre”. Nessa parceria, juntamos processos criativos com uma mescla de devaneios, materializando o livro que está em suas mãos. ResPIRAndo, ressignificando traços em possíveis ideias, sempre mutáveis. Em caminhos tortuosos, tragos de vida, desesperados ao mesmo tempo que calmos.


