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todo verdadeiro filósofo ou nasce filósofo, ou se torna um por intermédio da divindade. assim foi com o próprio sócrates, com diógenes de sinope, entre tantos outros. não tendo nascido filósofo, e nem frequentado a universidade, thiago melo se tornou um, quando aos pés do caixão de seu pai, com seus onze anos de idade, vislumbrou pela primeira vez a vida que havia na morte. depois disso, teve mais algumas experiências, que lhe revelaram aquilo que todos nós conhecemos, mas que poucos voltam a perceber em si mesmos durante suas vidas em seus corpos sensíveis: a eternidade.
passou a escrever muito, mas uma força o levava a destruir todos seus escritos assim que os 'terminava'. até que, depois de ter escrito essa obra, encaminhou o texto para uma editora antes de destruí-lo, o que não deixou de fazer em seguida. no meio da pandemia de dois mil e vinte, receoso por perceber que poderia abandonar sua forma física sem deixar um registro de quem tinha sido para o seu filho, que contava com seus nove meses de vida, thiado melo escreve uma obra póstuma, sem a intenção individual de publicá-la, e sem saber qual seria sua verdadeira finalidade. mais que uma lembrança para o seu filho, essa obra resgata e atualiza grandes imaginações do passado, como as de plotino e jacob boehme. uma obra desconfortável, que nos revela, que até aqui, muitos de nós não vivemos um só instante o que de boca cheia chamamos de eu.


