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Wá Muríri habita o limiar entre dois mundos: o dos que ainda correm e o dos que aprenderam a parar.
Aos 54 anos, encontra-se nesse território crepuscular onde é simultaneamente filho e guardião, aprendiz e mestre, observador e observado.
Filho de uma mãe que carrega 75 estrelas no mapa celeste da sua existência, genro de guardiões do tempo que completam cinco décadas de mistérios partilhados, Wá Muríri descobriu que a verdadeira sabedoria não reside nos livros que leu, mas nas rugas que aprendeu a decifrar como mapas de territórios sagrados.
Casado, pai de quatro universos em expansão e avô expectante de uma nova constelação, compreendeu que a família não é substantivo, mas verbo — algo que se conjuga diariamente no presente do indicativo da vida.
Nesta obra, Wá Muríri não escreve sobre o envelhecimento; deixa que o envelhecimento escreva por meio dele.
É médium entre mundos que se afastam, cartógrafo de metamorfoses, arqueólogo de autenticidades soterradas pelo tempo.
A sua maior qualificação? Ter aprendido que as perguntas mais profundas surgem não da erudição, mas da disposição para se deixar transformar pelo mistério do outro.





