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Decorridos quase quarenta e três anos do termo da Guerra na Guiné, então colónia Portuguesa, e cinquenta anos do termo da sua Comissão de Serviço Militar, naquela Província, o José Ferreira, conseguiu transportar-nos para os terríveis anos da guerra sangrenta que se abateu sobre uma geração de jovens, que estoicamente se bateram na defesa da Pátria, utilizando a escrita, uma escrita fluida, simples e corrida, de alguma forma até sibilante, que nos transporta para a parte boa, se é que há boa, da guerra. O título do livro, “Memórias boas da minha guerra”, é desde logo uma garantia de uma boa leitura, despida de qualquer referência bélica, que nos faça relembrar os trágicos anos de 1961/1974.
Entre o amor, a paixão pela guerra, pelas aldeias, pelas pessoas, pela camaradagem, pela juventude irreverente dos intervenientes, o Zé Ferreira, oferece-nos um mundo diferente, romanceado, mas com actores e cenas reais, tendo como palco o teatro de guerra que foi obrigado a intervir activamente.
“Memórias boas da minha guerra” é assim um romance que cativa, entusiasma e obriga a uma leitura sempre crescente desta obra, que aconselho vivamente.
Obrigado amigo e camarada, Zé Ferreira, por teres trazido a público a edição desta obra.
Ricardo Figueiredo
















