As minhas compras
O seu cesto está vazio.
Adicione produtos ao seu cesto.
Os meus favoritos
Não perca os seus favoritos!
para guardá-los e gerir diferentes listas.
(0 artigos)
A lista de produtos favoritos está vazia.
Adicione produtos aos seus favoritos.
Cartas de Portugal em (e de) África - Algumas de Amor. Nada ridículas
Favorito
Cartas de Portugal em (e de) África - Algumas de Amor. Nada ridículas
Papel
18,00
ComprarComprar

Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
0000-00-00
Páginas:
552
ISBN:
978-989-51-8542-9
Colecção:
Bíos
Género:
Biografia
Idioma:
Pt
Sinopse

Malange, 27 Junho, 1950                                                                                        

                (...) Teremos casa, também, segundo me consta pintada dentro e fora ao gôsto do indígena em  tons vivíssimos de azul, côr de rosa e verde, água corrente e clima razoável; eletricidade é que não, mas paciência. Parece que o António terá uma avença das Companhias do Algodão que lá têm plantações, e se a área fôr designada “de sono” - há tsé-tsés e casos de infecção em pretos – mais 3.000$ entram por mês e tempo de serviço contado a dobrar para fins de reforma e promoção. O panorama, como podem ver, não é nada mau e com um pouco de sorte a vida arranjar-se-á razoavelmente. Aqui em Malange, onde estou há três semanas ficaremos em casa dos meus sogros, apesar da falta de espaço; é de espantar a “pelintrice” reinante sobretudo no que respeita a Serviços de Saúde. (...)

                Fiquei abismada com o nível de vida e civilização dos negros; teoricamente, a Escravatura foi abolida no tempo do Sr .D. Luis I, e todos os habitantes das colónias, independentemente da raça ou religião, são cidadãos portugueses, livres e com os mesmos direitos. No entanto a pratica difere um tanto da teoria. E logo em S.Tomé os roceiros, senhores absolutos da ilha, contra quem nem o Governador tem poder, mantêm os tradicionais princípios e normas, que vêm no negro um animal de trabalho, só. Segundo me disse um funcionário altamente colocado no Ministério das Colónias, é costume, ainda, castigar os trabalhadores, enterrando-os vivos. Mas as coisas não ficam por aqui, podem crer. Em Angola a situação está revestida de um “verniz” superficial – tudo se faz mais discretamente mas há muita patifaria, louvado Deus, e é desoladora a situação verdadeiramente miserável em que estão os pretos.

Leituras semelhantes
Coragem para dizer "não"
Favorito
Coragem para dizer "não"
Tia Cida
14,00
A Vida... Segue e Ensina
Favorito
A Vida... Segue e Ensina
Edmar Atik
17,00
A importância do diploma na vida profissional do jornalista: uma reflexão sobre a trajetória de Madalena Braga
Favorito
A importância do diploma na vida profissional do jornalista: uma reflexão sobre a trajetória de Madalena Braga
Laísa Melo
13,00
Uma história de mim
Favorito
Uma história de mim
Judece Neto
14,00
A Estrada de Chão
Favorito
A Estrada de Chão
Janete Teixeira-Parente
13,00
Memórias de um Peixe que Fala
Favorito
Memórias de um Peixe que Fala
Donizete Peixinho
13,00
O Erro de Te Imaginar Grande: Entre o sonho e a realidade do puerpério
Favorito
O Erro de Te Imaginar Grande: Entre o sonho e a realidade do puerpério
Stephany Tarini Albrecht
14,00
QUANDO O SILÊNCIO ACONTECE - Uma Jornada entre Silêncios, Perdas e Renascimentos
Favorito
QUANDO O SILÊNCIO ACONTECE - Uma Jornada entre Silêncios, Perdas e Renascimentos
Vera C. S. Loiola
14,00
Minha Herança e Meu Legado
Favorito
Minha Herança e Meu Legado
Gilson Tedesco
23,00
DA WEASEL - Uma Página da História
Favorito
DA WEASEL - Uma Página da História
Da Weasel e Ana Ventura
21,00
Pindamonhangaba no século XX - Histórias que ouvi, vi e vivi
Favorito
Pindamonhangaba no século XX - Histórias que ouvi, vi e vivi
Gerson Jorio
18,00
Herança Esquecida
Favorito
Herança Esquecida
Henrique José de Magalhães
21,00
Pague de forma seguraPague de forma segura:
Receba em primeira mão
As nossas ofertas e novidades literárias