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Em todo o mundo civilizado trabalham os pensadores e os povos – estes instintivamente, aqueles conscientemente – na preparação do novo céu e da nova terra; isto é, da crença religiosa que há-de concordar com as lições da ciência, em vez de as contrariar, e do estado social que há-de substituir o sistema atual, moinho que mói os homens com as rodas do materialismo, em vez de curar do bem-estar geral e de desenvolver os dons espirituais das camadas plebeias.
Tudo nos conduz a crer que se está preparando a maior, e ao mesmo tempo a mais benéfica revolução que jamais se tem visto na história da humanidade. A inquietação mal definida que domina todos os governos, mesmo os melhores; as antecipações reiteradas de uma guerra gigantesca que não têm causa política patente – guerra para a qual a ciência está esgotando as suas mais recônditas combinações; a divergência entre as conclusões religiosas dos pensadores e as crenças estereotipadas do vulgo; o desenvolvimento espantoso do mecanismo que prometia descanso ao braço humano, mas que ainda o não tem dado; os caminhos-de-ferro, os vapores, os telégrafos elétricos, que para os que percebem a sua linguagem mística, são outras tantas profecias de mudança e de renovação; as teorias socialistas que flutuam por toda a parte quase como o ar que respiramos e que indicam o anelo ardente, inextinguível da humanidade pelo melhoramento da sua condição; tudo fala duma revolução social e religiosa que talvez esteja mais próxima do que muitos pensam.
(Publicado no jornal O Progresso, nº 151, de 1871)

















