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Uma mulher que acaba de ficar viúva escreve ao marido uma carta de despedida.
Uma longa e sentidas carta de amor em que ela viaja no tempo, em avanços e recuos que vão até à infância, ponto de partida para depois abordar os encontros e desencontros que o casal protagonizou ao longo da vida: as traições de ambos e o amor incondicional que a mulher consagra ao marido morto.
A guerra colonial e o drama dos militares portugueses que nela participaram constituem pontos de charneira da narrativa, com destaque para a intervenção do destinatário da carta na vida política do país, que evoluiu da extrema-esquerda, nos alvores da Revolução dos Cravos e do verão quente de 1975, para social-democracia dos anos oitenta do século XX e para a vida crua e acomodada dos anos seguintes, até à atualidade.
A epidemia de Covid 19 e a morte do protagonista, colhido pela inesperada doença, acabam por dar o mote para evocar o drama das famílias que perderam os seus entes queridos, vitimados por esta doença, sem terem podido acompanhá-los nos seus derradeiros dias de vida.














