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Personae
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Papel
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Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2014-07-01
Páginas:
290
ISBN:
978-989-51-1788-8
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Sinopse

Ao estilo de uma “novela policiária”, género literário que Fernando Pessoa sempre cultuou, como leitor e escritor, o romance “PERSONAE” (palavra que provém do latim Persona, que, na teoria de C. G. Jung, representa a personalidade que o indivíduo apresenta aos outros como real, mas que, na verdade, é uma variante às vezes muito diferente da verdadeira) narra o último ano de vida — 1935 — do grande poeta português de “MENSAGEM”. Trata-se de romance polifónico, narrado por muitas personagens (vozes), na 1ª. Pessoa, e por um estranho narrador omnisciente, na 3ª. Pessoa, que conduz a narrativa (a distância e com olhar a furto), tendo revelada sua identidade somente no epílogo da obra.
Fazem parte e têm voz em “PERSONAE”, como personagens literários da trama, os principais heterónimos e criaturas literárias criadas por Fernando Pessoa, inclusive o próprio, como narrador ortónimo, para além da participação no romance de pessoas reais, amigas e desafetas do grande poeta, que com ele conviveram em suas deambulações pelas ruas da Baixa lisboeta, Bairro Alto, Chiado e o centro de Lisboa.
Investigado pela PIC e pela PVDE (polícias portuguesas ao tempo do início da ditadura de Salazar), consequência de poesias satíricas e cartas anónimas (realmente escritas por Pessoa), retiradas da famosa “arca” do poeta, e enviadas anonimamente à PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), foram todas consideradas ofensivas ao então Presidente do Conselho de Ministros de Portugal.
O desenlace do romance é absolutamente inesperado, como soía acontecer com os “casos policiários” solucionados pelo doutor Abílio Fernandes Quaresma, uma espécie de “Sherlock Holmes” português, um dos principais personagens literários criados por Fernando Pessoa, que também faz parte da urdidura da trama.
A epígrafe que abre o romance, um famoso verso de Fernando Pessoa, revela, com singeleza, a aventura literária do poeta enquanto viveu entre nós: Se as coisas são estilhaços/Do saber do universo,/Seja eu os meus pedaços,/Impreciso e diverso./E como são estilhaços/Do Ser as coisas dispersas,/Quebro a alma em pedaços/E em pessoas diversas.

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