As minhas compras
O seu cesto está vazio.
Adicione produtos ao seu cesto.
Os meus favoritos
Não perca os seus favoritos!
para guardá-los e gerir diferentes listas.
(0 artigos)
A lista de produtos favoritos está vazia.
Adicione produtos aos seus favoritos.
Sóis de Quarentena
Favorito
Sóis de Quarentena
Papel
14,00
ComprarComprar
Ebook
5,00
ComprarComprar

Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2020-11-10
Páginas:
332
ISBN:
978-989-52-9553-1
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Idioma:
Português/BR
Sinopse

Naquela manhã, do primeiro dia de março do ano de dois mil e vinte, quando as notícias sobre o número de óbitos por Covid-19 amedrontavam cada vez mais os italianos, mas ainda não tanto a jovem Lívia, nada nem ninguém a tirou da cama antes das dez. E ela não estava diante de algo do seu quotidiano, porque suas melhores ideias normalmente a provocavam durante as primeiras horas da manhã, obrigando-a a levantar-se junto ao Sol. E, assim, ela dizia que era do Sol. Na verdade, fora sua avó, Mãe Teresa de Oxóssi, quem lhe dissera pela primeira vez que ela era do Sol, filha de Oxum. E ela nunca havia se esquecido de ter ouvido isso, mas preferiu esquecer ou fingir esquecer quem fora a pessoa que lhe dera o Sol como seu ponto de referência ou de partida, quando ela tinha ainda cinco anos de idade. Por mais que a lembrança da mulher a incomodasse, ela gostava de ecordar-se que era do Sol, e naquela hora, daquele dia diferente, lembrou bem da imagem da linda sereia de longos cabelos castanhos, coroa de estrela, olhos de sol e cauda azul, que sorria no quadro. Era a Oxum, o Sol, que a sua avó materna lhe apresentou quando ela havia descoberto que sereias eram princesas.

(...)

A moça que não queria mais viver sepultando a mãe queria menos ainda dar vida às ilusões da vida. Procurou então se afastar daquele homem de qualquer jeito, porque ele era perfeito demais para quem é do Sol, para quem precisa nascer com cada Sol, a cada manhã, renovado, sem memória do que foi antes e sem planos para os próximos dias, sem receio de despedir-se das montanhas e dos mares, da vida, a cada dia. Lívia começava a sentir-se assim: volúvel a cada renascer. Ela não sentia mais necessidade nem encontrava razões para planejar mais er mais, porque o presente não era só o tempo do indicativo, nem de nenhum outro modo verbal; o presente era um presente de Deus: vinha com o Sol, mesmo nos dias em que as nuvens o roubavam para si. Ela não pensava exatamente com estas palavras, mas pensava assim, pois sua condição como parte de uma estrela a remetia a uma reflexão em torno do viver, já que não lhe bastava mais simplesmente ser.

Leituras semelhantes
Quíron
Favorito
Quíron
AllanRodhand
10,00
ZERO - Jardim do Éden
Favorito
ZERO - Jardim do Éden
António Vasconcelos de Scarpa
13,00
Recomeçar de novo
Favorito
Recomeçar de novo
Rogério Ferreira do Ó
15,00
Dois mundos, um coração
Favorito
Dois mundos, um coração
CLÁUDIA LOPES
13,00
O anjo Gabriel
Favorito
O anjo Gabriel
Patrícia S. Noslen
17,00
No Planeta do Além
Favorito
No Planeta do Além
Moustafa El-Guindy
14,00
O Lado do Avesso
Favorito
O Lado do Avesso
Tânia Sofia
18,00
Segredos de Lisboa - Trilogia Entrelaços do Destino (Livro 1)
Favorito
Segredos de Lisboa - Trilogia Entrelaços do Destino (Livro 1)
Wá Muríri
13,00
Mãe de Merda
Favorito
Mãe de Merda
Selma Maria Coxilha
17,00
Chronos - Tempo de Educação
Favorito
Chronos - Tempo de Educação
Ricardo Doca
15,00
Com o levantar da neblina
Favorito
Com o levantar da neblina
José Rodrigues
25,00
Impalpável
Favorito
Impalpável
João Mendes Gonçalves
17,00
Pague de forma seguraPague de forma segura:
Receba em primeira mão
As nossas ofertas e novidades literárias