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Feliz crescia, alegre e saudável, na pequena quinta com os seus pais e irmãos mais velhos.
Sempre bem-disposto e de sorriso na cara, fazia jus ao seu nome.
Apesar de ser o mais novo, não lhe faltava força nem coragem para os trabalhos mais pesados.
Quando atingiu a idade adulta, com a força e a bravura que desde pequeno o caracterizava, Feliz anunciou que iria para Lisboa para ali integrar as tropas portuguesas.
Haveria de defender o seu país.
Era português, homem de coragem e de fé, criado na dureza da vida e na certeza da sua vontade.
Aprendeu depressa e de maneira exemplar a tamborear os compassos que ditavam o ritmo de marcha aos combatentes, pois, no meio de uma batalha, não era possível ouvir as ordens do comandante.
Foi aprendiz esforçado e soldado intrépido.
Foi súbdito obediente e companheiro solidário.
Amadureceu com o tambor sempre ao seu lado.
Perdeu o medo da batalha. Derrotou o desânimo.
Venceu o cansaço.
Era, por isso, hoje, o tambor-mor que marcava o tempo de avançar sobre o inimigo, travando os mais corajosos e incentivando os mais temerários.
Ele era a voz do comandante junto das suas tropas.




















