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Das dores silenciadas e daquelas que ecoam nas instituições e nas leis, às vozes que insistem em existir e resistir.
Este livro dá corpo e escuta a essas vozes.
Fruto de uma investigação doutoral profundamente comprometida com a justiça social, a obra analisa os caminhos trilhados por Cabo Verde na prevenção e no combate às violências doméstica e de género, desde as raízes históricas da dominação masculina até às experiências vividas por mulheres e homens que, entre sofrimento e resistência, atravessam os corredores da justiça.
Na primeira parte, dedicada à Dominação Masculina e Submissão das Mulheres no Período Colonial e Pós-Colonial, explora-se como os legados coloniais e as desigualdades estruturais persistem nas práticas jurídicas e sociais contemporâneas, revelando o modo como políticas e discursos modernos podem continuar a reproduzir lógicas de poder excludentes.
Questionando narrativas hegemónicas e propondo uma abordagem interseccional e crítica do género, a autora procura visibilizar formas de subalternidade frequentemente silenciadas.
A segunda parte aproxima-nos das experiências concretas de quem vive e/ou intervém em situações de violência, escutando relatos etnográficos, narrativas dos/as sujeitos/as e observando, de perto, as dinâmicas institucionais da Rede Sol. Entre tensões legais, práticas contraditórias na mediação de conflitos e os modos como vítimas e agressores/as atribuem sentido às suas experiências, o livro desvela uma realidade densa e intrincada, que desafia leituras simplistas e soluções prontas.
Dirigida a investigadores/as, profissionais da justiça, ativistas, líderes comunitários/as e a todas as pessoas comprometidas com a justiça social, esta obra é também um convite à empatia, à escuta ativa e à revisão de paradigmas.
Com rigor académico e sensibilidade narrativa, propõe-se não apenas compreender a violência, mas também repensar as políticas públicas e estratégias de prevenção e combate, as possibilidades de liberdade, justiça e afeto no contexto cabo-verdiano.














