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Este estudo é um contributo para fortalecer o conhecimento do papel desempenhado pelo Sporting Clube de São Tomé como espaço nevrálgico de dinamismo desportivo, cultural (na mais ampla aceção), sociopolítico e do nacionalismo são-tomense.
Sumariamente, o seu autor procurou discorrer sobre esta agremiação como espaço privilegiado de cultura, de identidade, do desporto, de educação e de formação, bem como do nacionalismo libertador.
Dito de outra forma, como espaço congregador de mulheres e homens devotos à causa da luta pela liberdade e independência e de defesa das origens culturais e identitárias dos são-tomenses.
Pelo desporto, pela música, pelo teatro, pela educação e pela formação, o Sporting Clube de São Tomé marcou substantivamente um momento áureo da história cultural e de luta anticolonial em São Tomé e Príncipe de Novecentos.
Pelo seu título, esta obra remete-nos para uma realidade multidimensional que incorpora o desporto herdado das tradições leoninas da metrópole portuguesa, inicialmente como espaço de lazer, mais tarde como centro do nacionalismo são-tomense, tendo o desporto, o futebol, sobretudo, a música, o teatro, as diferentes modalidades desportivas, a educação e a formação também de jovens como substrato da consciencialização e de unidade.
Foi a partir das elites urbanas que se estendeu aos mais diferentes grupos sociais e que pôs a colónia, São Tomé e Príncipe, em movimento, em mutação ascendente, em luta pela afirmação cultural, identitária e política, e com esses valores fez parte indiscutível da história coletiva destes ilhéus, cujo legado muito honraria conhecer e valorizar como património nacional.
São Tomé e Príncipe deve reverência a esta agremiação, um tesouro a ser “vendido” e para sempre preservado.














