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Passaram duzentos anos sobre a edição da “Flore Portugaise ou description de toutes lês plantes que croissent naturellement au Portugal”, do conde Hoffmannsegg e do professor Johann Friedrich Link, que descreve 659 espécies da flora portuguesa e resulta das viagens feitas por aqueles naturalistas, em Portugal, entre 1779 e 1801.
A história desta obra é pouco conhecida, questão a que nos dedicamos neste livro. Totalmente desconhecido em Portugal é o projecto de uma Flora Lusitaniae, que os mesmos autores tinham em preparação e cujo prefácio, única peça escrita conhecida, apresentamos.
Contar a história da Flore Portugaise obriga a contar as histórias das viagens que lhe deram origem, e dos três livros e vários artigos publicados pelo autores, que dão um interessante panorama de Portugal na viragem do séc. XVIII para o séc. XIX.
O Conde Hoffmannsegg tentou antecipar-se a Brotero, para ter a honra de ser o primeiro botânico a corresponder ao apelo de Lineu: “Não haverá, então, uma pessoa... que possa dar ao Mundo literário uma Flora exacta desta região [Portugal]? Deus Meus! Que Obra.. desejável não fará, quem esquecerá uma tal Flora!”.
Sepultado no Antigo Cemitério Católico de Dresden, ao lado do compositor Franz Schubert, o conde Hoffmannsegg, deixou-nos uma das mais belas floras do Mundo.














