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«Mas, ao arrepio dos erros conceptuais sobre o darwinismo, este é, paradoxalmente, um dedo apontado ao mecanismo desigualitário do liberalismo, que advoga a livre concorrência social.
Segundo Darwin, essa competição vai favorecer o mais forte — os mais dotados da sociedade, seja por nascimento, seja por condições do meio, e vai fomentar a desigualdade.
Se Adam Smith explicou que o mercado faz funcionar a economia, Darwin veio-nos mostrar que essa sociedade ia ser injusta.»
«São as variações culturais, que em cada época surgem com base em novos conhecimentos e sensibilidades, que põem em causa os valores vigentes, entrando com eles em competição e definindo, em cada época, a linha entre os conservadores e os progressistas, e criando novas selecções e novas sínteses que desembocam nos nossos valores e na nossa cultura de hoje.»
«Mas só uma hipotética história alternativa (como nos propõem os identitários insatisfeitos pela falta de protagonismo que encontram nas identidades que assumem), talvez só noutro Universo, nos poderia responder se a evolução e o estado actual do Mundo podiam ter sido o produto de outro cenário e outra história (que não os comportaria…), a não ser a explicação que nos é dada pela abordagem materialista da História do Mundo.»
«Para António Guterres e grandes intelectuais Judeus e não Judeus, que conhecem a realidade de Gaza e da Cisjordânia, as motivações de Outubro são mais profundas, e cristalizam a revolta e o desespero da população, outrora senhora das terras da Palestina e agora acantonada pelos sionistas em campos de concentração, como é Gaza e vão gradualmente sendo as pequenas Gazas em que os colonos Israelitas estão a retalhar na Cisjordânia.»
«Os nacionalistas e xenófobos, que acham glorioso e exaltante que os Europeus tenham passado séculos a emigrar e exercer supremacia em África, América e Asia, não aceitam que os povos daqueles continentes venham agora, em pé de igualdade, povoar a Europa e a América do Norte.
Quando tal acontece, não por conquista e violência, mas em virtude da economia do mundo e demanda desigual de recursos humanos, o nacionalista reage com ressentimento, repúdio e ódio.»
«O confronto foi desastroso: a elite que prevaleceu deu ao Homem da Independência o perfil do Homem do Poder, aquele que, com ou sem partido único, montou uma engrenagem de controlo da opinião pública e das forças armadas, que lhe permite uma governação que se quer perpétua, para privilégio dos interesses dessa minoria, culminando na actual situação: (a) Enormes problemas de sustentabilidade














