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Tudo o que é novo tende a gerar medo.
No passado, o Homem havia descoberto o fogo; enfrentou o medo, avaliou os riscos, criou mecanismos de contenção, e, atualmente, este elemento passou a fazer parte da vida quotidiana.
O mundo não pode ficar estagnado nem condenado à ignorância por causa do receio de algumas pessoas, pois o ato de crescer envolve atravessar o pano do medo em busca de novos horizontes.
O caminho em direção às inovações das inteligências artificiais pode ser mais um horizonte inicialmente desconhecido, mas isto não deve limitar os Homens em aventurarem-se de forma consciente neste mundo tecnológico; naturalmente, desde que o conhecimento esteja de mãos dadas com o humanismo e a empatia.
As inteligências artificiais podem ser anjos do bem ou anjos do mal; tudo vai depender das intenções de quem as usa, porque a bondade e a maldade são atributos característicos dos humanos.
As máquinas não amam nem odeiam as pessoas, apenas obedecem às missões pelas quais foram construídas.
Os humanos não precisariam de máquinas para destruírem a humanidade, as suas próprias ações seriam capazes de gerar o apocalipse.
A luta não deveria ser contra os humanos nem contra as máquinas, mas, sim, contra a ignorância.
Não devemos temer as máquinas, contudo, continuar a educar as pessoas.
As máquinas não são egoístas nem são malfeitoras; os humanos não precisam de ter medo.
















