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Amargo sabor da vitória
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Amargo sabor da vitória
Papel
€ 17,00
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Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2018-04-20
Páginas:
288
ISBN:
978-989-52-2374-9
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Idioma:
Português/BR
Sinopse

Volta-se. Paulo Sapo está, por inteiro, bem na sua frente. Ele se apresenta, neste momento, feito uma imagem que a pouca claridade da chama do pequeno candeeiro forma sobre a suave penumbra da parede do cômodo..

"Novamente você violenta a minha privacidade", em seguida cala, por instantes olha a imagem tremulando na parede, indaga, "Mas que diabos você quer de mim? Já não basta a forma desrespeitosa e humilhante como me tratou?"

"João, escuta João, eu mais do que ninguém reconheço que és bom pai, que cuidas com desvelo e carinho dos teus familiares. Mas por maiores que sejam teus desejos nada vai mudar em lua vida. Desejo sem ação não leva a lugar algum. Entendeu? Mas você tem a força, a potência o poder de transformá-Ia em dias melhores. O que aciona a vontade de lutar por conquistas é o sabor da vitória. Procura prová-lo, João, porque quem prova uma vez jamais o esquece e jamais esquecendo mantem a vontade sempre ativa, quente e dinâmica de experimentá-lo em fatias cada vez maiores"

É nesse momento que Dona Joana aparece... Teve o sono interrompido pela conversa alta entre os dois. Depara com o desafeto do marido e uma expressão de ira lhe cobre o semblante. "Ora, ora, mas não é que é Dona Joana?! Muito gosto em vê-la minha comadre", manifestou-se ente sorrisos a imagem na parede. "Pois eu não lenho nenhum gosto em vê-Io, senhor Paulo, além do que não sou sua comadre. Quero que se retire imediatamente de minha casa, mesmo por que não são horas de fazer visita." "Senhora, me escute, eu falo com a voz da razão quando digo ao meu velho amigo João chega das derrotas dessa tua malfadada vida. Insisto: procurem...

A mulher, com o rosto transtornado pela raiva, voou sobre o pequeno candeeiro e vociferou: "Morra, senhor Paulo Sapo! Morra!" E soprou com violência sobra a chama.

Abruptamente a escuridão dominou o ambiente...

 

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