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O autor, hoje com 89 anos, mas ainda com muita vitalidade, exerceu a advocacia durante 60 anos, uma grande parte desse tempo debaixo da inflação galopante que assolava o Brasil.
Durante esse período, o preço das coisas subia sempre, a velocidades cada vez maiores.
Chegou-se a um ponto em que o saldo de uma conta corrente bancária variava diariamente, pois era acrescido de uma parcela, a correção monetária, que repunha o valor perdido pela moeda entre um dia e outro.
A moeda perdera sua função de reserva de valor.
Na área de direito tributário, em que atuava o autor, a situação era caótica.
O lucro gerado por uma receita auferida em certa data era maior, às vezes muito maior, do que o de igual receita alguns dias depois.
A mesma dívida tinha valores diferentes, conforme à época em que era paga, estimulando o inadimplemento.
Os balanços deviam ser submetidos a uma sistemática de correção monetária muito complicada, de modo a que refletissem, tanto quanto possível, o valor das empresas na data em que levantados e fosse expurgada dos resultados a influência da inflação.
A moeda já não servia como unidade de conta.
Era esse o ambiente em que se desenvolviam as atividades profissionais do autor, levando-o a se perguntar se a realidade, como um todo, estaria sujeita a algo parecido.
Nossas mentes recebem, pelos sentidos, imagens fidedignas da realidade ou essas imagens nos chegam como se refletidas por um espelho distorcido? Daí o livro em suas mãos.
O autor, já há um bom tempo, fez palestras sobre planejamento tributário, em cursos avulsos promovidos pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, escreveu vários artigos sobre matéria jurídica e o livro “A Estrutura Lógica do Direito”, que trata, não do conteúdo de normas jurídicas, mas de sua estrutura formal e das relações, também formais, entre elas.


