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Não há filme de mistério cujo enredo seja tão enigmático quanto o que contemplamos simplesmente por estarmos vivos.
Tudo teve início em uma relação sexual na qual o pai expeliu cerca de trezentos milhões de espermatozoides, um dos quais fecundou o óvulo liberado pela mãe.
Se fosse outro espermatozoide, teria nascido a mesma pessoa? Somos fruto de tão imenso acaso? Começa a vida.
Logo notamos não sermos o único; há muitos outros como nós.
Todos referem-se a si próprios como “eu”, enquanto os demais são “eles”.
Seriam zumbis, fingindo-se iguais a mim? Como saber? Com base num único caso, o meu próprio, concluir que todos são meus semelhantes é uma generalização arriscada.
Qual a alternativa? Vivemos em um espaço, que parece infinito, com três dimensões.
Mas essas dimensões estão no espaço ou são postas nele por nossos sentidos? A segunda hipótese é bastante provável.
Uma pessoa sem a visão e o tato viveria em um espaço de apenas duas dimensões.
Sentidos adicionais dariam ao espaço mais dimensões? O tempo parece independente de nosso aparato cognitivo; mas sem memória não haveria tempo.
Sua independência, portanto, é ilusória. Seria a única dimensão do tempo uma restrição que a memória lhe impõe?
Este livro trata de questões como essas.
Nada se perde em levantar possibilidades, especulando sobre como nos pareceria o mundo se não fôssemos como somos.
Até que ponto o que chamamos de realidade é um retrato fidedigno ou uma caricatura desenhada em nossas mentes.














