As minhas compras
O seu cesto está vazio.
Adicione produtos ao seu cesto.
Os meus favoritos
Não perca os seus favoritos!
para guardá-los e gerir diferentes listas.
(0 artigos)
A lista de produtos favoritos está vazia.
Adicione produtos aos seus favoritos.
Há um deus na minha casa dos sonhos
Favorito
Há um deus na minha casa dos sonhos
Papel
13,00
ComprarComprar
Ebook
5,00
ComprarComprar

Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2018-10-22
Páginas:
202
ISBN:
978-989-52-3135-5
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Idioma:
Português/BR
Sinopse

 

A expressão literária de Inez Figueredo apresenta como singularidade a dissolução dos gêneros: assim como não podemos, em geral, classificar seus textos, especialmente os escritos sob forma de prosa, como conto ou romance, da mesma forma não conseguimos demarcar, no plano da construção da mensagem, a fronteira entre a prosa e a poesia. Tudo gravita em torno da própria escritura, implicando, assim, a estranheza de uma aventura da linguagem.

Sua mais recente obra traz, como introito, um título, um subtítulo e duas epígrafes. Vejamos, a princípio, o título: Há um deus na minha casa dos sonhos - o que aí percebemos? Antes de tudo, o império das abstrações, anunciado pelo nume e alicerçado pelo adjunto adnomi­nal. O subtítulo Notícias de Gudá sugere a presença de um talvez protagonista. A primeiraepígrafe, em versos sem assinatura, faz-nos indagar a autoria, devolve-nos ao título: Inclino-me, reverente, / aos vinte e dois translúcidos poentes / que sobre mim deslizaram / ao contemplar um deus na casa dos sonhos e, assim, estranhamos a ausência do pronome adjetivo possessivo- “minha”. A outra epígrafe, de Clarice Lispector, antecipa-nos, por um lado, a escritura quanto à problemática da linguagem: Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais; por outro, cirze a própria atmosfera que há-de entranhar-se na composição.

No primeiro capítulo, ganha logo relevo a multiplicidade de vozes narrativas: anuncia-se, no primeiro parágrafo, um ponto de vista interno, com a voz feminina: ...enredo-me, coleante, encipoada nos pensamentos...; no terceiro parágrafo, a passagem ...caminhava sobre o tempo confirma, por elipse, a voz e o ponto de vista; no entanto, mais à frente, tudo se dissolve: Doía-lhe a fôrma da forma, arregaçava-se-lhe a vontade..., pois entra em cena um narrador em terceira pessoa, onisciente e onipresente. O quarto parágrafo, por sua vez, é um longo discurso direto, responsável, agora, pela condução do enredo. Assim, por entre esse ema­ranhado de vozes, singrando metáforas, sinestesias, enumerações caóticas, nós, os leitores, somos, amiúde, inebriados por imagens desconcertantes, vestidas pelo inaugural.

Eis alguns, por certo poucos, elementos-chave, orientadores da leitura de Inez Figueredo.Ao longo das linhas do texto, acariciaremos imagens; conversaremos com Deleuze, com Sêneca, com Valéry, com Huxley, com Joyce; ouviremos rumores de asas, a voz de Paolo Conti, as interrogações de Orlando - e que não são apenas deste; brincaremos com moleques de cera, soltaremos pipas; seguiremos os passos de Gradiva, as sílabas de seus versos, as se­dosas folhas; temeremos a iníqua dos gêmeos, o anátema das ventanias, seus ininteligíveis ruídos; perlustraremos o deserto do verbo - nós, os leitores, iluminados pelos cem sóis dos olhos do Tio Páris: O Fiáto da Luz nas Trevas?. Partamos, pois, à procura de Gudá - este, os seus versos, quase sempre em viagem, quer às sendas de Roma, quer às inacessíveis praias. Tudo escrito num “grosso papel pardo”, tangido pelos ventos, ao longo de toda a narrativa. A ausência como um espetáculo. A paisagem do pássaro azul.

Carlos Augusto Viana

 

Leituras semelhantes
Na universidade - Não inventei quase nada
Favorito
Na universidade - Não inventei quase nada
Heloísa Caldeira
13,00
Emanuel e a Misteriosa Dama da Noite
Favorito
Emanuel e a Misteriosa Dama da Noite
M. A. V. B.
12,00
Luar de Janeiro
Favorito
Luar de Janeiro
Ana Paula Oliveira
18,00
Margarida
Favorito
Margarida
Daniel Moutinho
13,00
A Menina que Afinal era Mulher
Favorito
A Menina que Afinal era Mulher
Francisca Franco
14,00
Até que o silêncio grite
Favorito
Até que o silêncio grite
Graça de Sousa
18,00
Unidos Pela Mesma Estrela
Favorito
Unidos Pela Mesma Estrela
Cespi Monteiro
12,00
Lágrimas e Cânticos de uma caminhada
Favorito
Lágrimas e Cânticos de uma caminhada
Cipra Maurício
15,00
Um conto embrulhado em areia
Favorito
Um conto embrulhado em areia
Sónia Teixeira
17,00
De que cor é o céu no teu mundo?
Favorito
De que cor é o céu no teu mundo?
Juliana Gomes
25,00
Vida, Uma Fotografia Actual E Uma Proposta Futura
Favorito
Vida, Uma Fotografia Actual E Uma Proposta Futura
Joaquim Alves
20,00
Canis Minor
Favorito
Canis Minor
Azevinho Intrépido
15,00
Pague de forma seguraPague de forma segura:
Receba em primeira mão
As nossas ofertas e novidades literárias