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O Juiz
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Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2018-10-24
Páginas:
194
ISBN:
978-989-52-3779-1
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Idioma:
Português/BR
Sinopse

Com os festejos da padroeira se encaminhando para o último dia, o reboliço na cidade era grande e a agitação varava pela madrugada. Na pousada de Teotônio, os quartos estavam todos ocupados, e, quando isso ocorria, Lindaura ia dormir em um pequeno aposento que ficava na parte de trás da casa, fazendo confronto com o quintal onde eram guardados os carros dos hóspedes e de Teotônio. A menina dormia tranquilamente, estirada no colchão de cama de solteiro, em trajes menores: calcinha e uma blusa fina para não sentir calor. Sorrateiro e malicioso, um vulto se esgueirou pelo corredor que dava para a p orta do quarto onde Lindaura repousava. A porta se abriu com pequeno gemido do ferro que estava a exigir uma boa dose de lubrificante e, logo em seguida, se fechou. Na penumbra que o deixava quase invisível, o vulto parou ao lado da cama onde Lindaura dormia. Apreciou a beleza e o viço daquele corpo juvenil; acostumando os olhos à pouca luz, sentiu o arrepio da excitação proeminente, inclinou-se e começou a acariciar o pudor virginal da menina. Lindaura despertou agoniada e tentou gritar, quando foi sufocada pela mão forte do agressor despudorado e impudico.

Eram seis da tarde. Di Ferraro não mais dera sinal de vida para a secretária; aquilo parecia estranho. Tudo bem que ele costumava trabalhar incansavelmente horas a fio, mas sempre havia algo a demandar. Não saíra para almoçar, nem fizera qualquer lanche. Juliana olhou para o relógio, impaciente. Claudicante, tirou o telefone do gancho e teclou o ramal do juiz. O telefone tocou insistentemente na mesa dele, e nada. A moça, sem saber se deveria, levantou-se, bateu à porta do gabinete do juiz e entrou. Levou as mãos à boca para sufocar o grito: a cena era tétrica, o juiz estava debruçado sobre a mesa, os braços retesados e os olhos abertos e sem brilho. Uma gosma esbranquiçada saía do canto da boca e se derramava sobre o tampo de vidro do birô onde ele trabalhava. Di Ferraro estava morto.

 

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