As minhas compras
O seu cesto está vazio.
Adicione produtos ao seu cesto.
Os meus favoritos
Não perca os seus favoritos!
para guardá-los e gerir diferentes listas.
(0 artigos)
A lista de produtos favoritos está vazia.
Adicione produtos aos seus favoritos.
Ofertório de Pragas - Contos
Favorito
Ofertório de Pragas - Contos
Papel
18,00
ComprarComprar
Ebook
5,00
ComprarComprar

Detalhe
Editora:
Astrolábio Edições
Data de publicação:
2024-12-03
Páginas:
428
ISBN:
978-989-37-8970-4
Género:
Ficção
Idioma:
PT
Sinopse

“…a realidade não lhe bastava. 

A fotografia era-lhe uma forma de esventrar algo de inóspito no espaço. 

De se submeter a uma força inclassificável proveniente do congelamento de um olhar, como se ao parar um movimento, uma acção, experimentasse qualquer coisa próxima da redenção, um júbilo próprio de um toque divino sobre o seu corpo trémulo, como se a realidade dissesse ´salvaste-me do esquecimento, liberto-te do tormento´. 

Experimentava uma aniquilação respiratória que se transformava em êxtase pela posse de filamentos do mundo, é isso, sentia-se na posse do mundo por lhe retirar instantes que mais não eram do que infinitos de possibilidades alcançáveis pelo tremor, que o faziam continuar, prosseguir o seu jogo com o real, até que conseguisse captar a vera essência de si próprio - continuava à procura dessa imagem. 

Precisava de ser transformado por um transe entrópico, por uma desordem primitiva. 

Carecia de ser subjugado pela luz, pelos seus contornos. 

O inóspito era ele mesmo, fotografava contra si, para se curar. 

Para entrar no corpo animal das sombras, para transcender a realidade despedaçando-a. 

A sua câmara era o objecto em que se dava a combustão que o carburava, em que se sublimava como com um narcótico. Precisava de mais. 

De uma realidade cada vez mais dura, mais escura.”

os textos são em grande medida consideráveis como extremos, ou extremados. 

Há excesso no texto. 

Na verdade, os contos foram escritos sob o signo do excesso - as epígrafes, as listas, a contaminação por referências reais. 

São textos que se inspiram na sobrecarga sensorial do «free-jazz», ou na pintura de Pollock ou de Bacon. 

Quero os textos sobrecarregados com zonas de sombra e com pontos de distorção. 

As referências presentes nos textos não são sinal de pretensiosismo, mas do mais puro sentimentalismo. 

Os textos são exercícios de homenagens e tributos a figuras e fenómenos reais, que entram na narrativa como gritos, como obsessões. 

Como sintomas abissais da memória, que não desfiguram a ficção, antes a fortalecem. 

Esses contos são objectos do mato. 

Podem desencadear reacções opostas, e é preciso estar preparado para isso. 

São objectos extremos que não devem tolerar a indiferença. 

São o ruído contra a literatura burguesa de cabeceira.

Leituras semelhantes
Atrás de tempos
Favorito
Atrás de tempos
Cristina T & Henrique T
13,00
Cartas de Setembro - Autópsia de um País que Morreu Amanhã e Nascerá Ontem
Favorito
Cartas de Setembro - Autópsia de um País que Morreu Amanhã e Nascerá Ontem
Wá Muríri
13,00
Quem Silenciou a Lua?
Favorito
Quem Silenciou a Lua?
Joana Santos
15,00
Distopia
Favorito
Distopia
Carlota González
12,00
Amor-perfeito - O Próprio
Favorito
Amor-perfeito - O Próprio
Mika Guerreiro
14,00
Glória
Favorito
Glória
Eloisa Vitz
11,00
Recém-Timentos
Favorito
Recém-Timentos
Drika Moreno
13,00
O relógio vermelho
Favorito
O relógio vermelho
Pedro Botas
13,00
Cego por Amor
Favorito
Cego por Amor
Márcia e Castro
15,00
O colecionador de Ruas - Uma varanda para o rio
Favorito
O colecionador de Ruas - Uma varanda para o rio
ANA GONÇALVES
15,00
João Peçanha
Favorito
João Peçanha
Ghandi Baptista
12,00
Nunca atires a toalha ao chão
Favorito
Nunca atires a toalha ao chão
Vanda Silva Limpinho
14,00
Pague de forma seguraPague de forma segura:
Receba em primeira mão
As nossas ofertas e novidades literárias