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A Avaliação dos Alunos do Ensino Básico
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A Avaliação dos Alunos do Ensino Básico
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Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2019-02-20
Páginas:
294
ISBN:
978-989-52-2150-9
Colecção:
Compendium
Género:
Não-Ficção
Idioma:
Pt
Sinopse

O modelo avaliativo dos alunos do ensino básico está identificado como sendo o instrumento fundamental de concretização dos objetivos das reformas educativas contemporâneas. Nos países com políticas de mercado mais acentuadas, a avaliação dos alunos é fortemente selectiva e nos países que adoptam políticas educativas com discursos mais democratizantes rejeita-se a selectividade escolar e a exclusão de alunos socioculturalmente desfavorecidos. Contudo, nestes últimos, os modelos avaliativos tendem a eliminar a retenção dos alunos, mas mantêm dois traços comuns às reformas neoliberais: a denegação de recursos financeiros e a estratégia da culpabilização dos professores.

 

O modelo de avaliação dos alunos do ensino básico em estudo, encontra, aqui um caso explicativo:

“eliminar a expressão pública do insucesso escolar traduzida nas reprovações, não é fator de sucesso escolar enquanto verificação de efectivas aprendizagens pelos alunos (...) [o] novo sistema de avaliação [podia] ser visto como uma peça fundamental de uma estratégia política que [visava] assegurar, antecipadamente, o êxito social efectivo e o sucesso escolar efectivo dos estudantes.”

(Dep. Lourdes Hespanhol Diário da Assembleia nº22 de 17 de janeiro de 1992, p.533)

 

“quero referir que tive muito recentemente acesso a um relatório da União Europeia que conclui que é grave quando se começa ao contrário, que foi o que sucedeu aqui em Portugal, ao eliminar-se a repetência sem assegurar as condições da qualidade de aprendizagem.”

(Benavente, citada em, CNE, 1995, p.146)

“a crença racionalista que enformou a reforma educativa acabou por permitir processos de regressão cultural que embora pouco discutidos enquanto tal, são tão ou mais importantes de que outros factores já anteriormente sinalizados na explicação do fracasso deste projecto políico.”

(A.  Afonso, 1999, p.38)

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