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Adelaide – Estamos todos interligados
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Adelaide – Estamos todos interligados
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Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2017-10-17
Páginas:
208
ISBN:
978-989-52-0928-6
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Idioma:
Pt
Sinopse

Esta história de ficção baseada em factos reais retrata Adelaide, uma mulher aprisionada na sua dor, naquele momento do passado em que um amor profundo lhe cravou na alma uma ferida impossível de sarar.

Muito jovem, Adelaide apaixonou-se por Mateus e com ele teve três filhos, mas a felicidade de uma vida em comum, com a qual havia sonhado, cedo se desmorona. Abandonada por aquele que julgava ser o homem da sua vida, Adelaide acaba por ficar, em circunstâncias dramáticas, separada das crianças.

Desprovida de afectos e de todo e qualquer apoio, teve sérias dificuldades financeiras para sustentar os seus amados "anjos". Sentindo-se completamente só e perdida, nada mais lhe resta senão o desespero e, num ato irreflectido, entrega os filhos ao pai. Porém, inconscientemente, sobra-lhe uma ínfima esperança de que Mateus regresse e, juntos, possam voltar a ser uma família.

Entretanto, Mateus já havia assumido um novo compromisso, casando com Estela. Esta, como prova do seu amor, decide aceitar os três filhos de Mateus e Adelaide, rendendo-se, com ternura, à fragilidade das crianças. E, a Mateus, tudo perdoa.

Os dias de Adelaide tornam-se cada vez mais nostálgicos, tristes e sombrios. Consumida pelo sofrimento e pela solidão, procura, em vão, alívio na bebida e nos anti-depressivos. O seu amor próprio desaparece por completo.

Envergonhada e humilhada pelos olhares acusatórios de familiares, amigos e vizinhos, Adelaide perde o rumo e o sentido à vida. Contudo, a sua natural e rara beleza mantinha-se intacta. Adelaide era uma rosa delicada que o destino empurrava, aos poucos, para um terrível abismo, obrigando-a a revelar os seus espinhos, numa ânsia de retribuir a dor que dela se apoderava. A doce Adelaide transforma-se, então, numa leoa ferida cujo instinto é reaver os filhos.

 

Mateus e Estela, sentindo-se encurralados num pesadelo sem fim, tomam uma difícil decisão: como que fugindo, fazem as malas e partem rumo ao Porto, terra natal de Estela.

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