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O recurso à violência e ao terror no estertor do Império, na alvorada da libertação dos povos dominados. As tribulações de uma geração de jovens atormentados, manipulados, vítimas da ignorância que alimenta a opressão cega e irracional, sob um nevoeiro de heroicidade e patriotismo difusos. Mas herói é essencialmente o “soldado desconhecido” sobre cujo martírio se erguem os caboucos das Nações e os pedestais de “vultos de renome”. A atuação contraditória dos descendentes de um Povo que conquistou sua autonomia, a ferro e fogo; mas que a negava a povos amigos que contactou por ignotas paragens. Pavor e incertezas de vida de quantos, um dia, largaram os seus familiares, à procura de vida melhor, com a promessa de segurança, num “esforço de civilização”. O poilão de Brá, futuro abrigo dos conluios precedentes de cruel chacina intestina dos filhos de Bissau. A emoção de lhe perder a copa de vista, na curva do horizonte marítimo, vivida a sós, em inefável sensação de poesia libertadora.Pelos resultados se avalia a bondade dos procedimentos. Mas o ódio foi cinza, sob a qual se manteve e crepitou a brasa da amizade e do amor. Ele é fogo. E tem asas.E de novo a convivência renasceu e passou a borbulhar na margem do Tejo, junto ao Monumento de todas as partidas e chegadas. Ponto de encontro de corações comprometidos. Das tribulações de uma geração germinou a Democracia. A aspiração última é a perenidade; mas tudo na vida é efémero e relativo.

















