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Os jogos de poder continuam, por terras de Além Tejo, que mudam de mãos ao sabor das alianças e das traições.
Em Monsaraz, um senhor governa pela força do ódio e da vingança, enquanto, nas pedras frias de um convento, outro homem procura a paz.
Até que um segredo antigo ameaça romper o silêncio do passado, obrigando-o a escolher entre servir o seu propósito ou trair o seu próprio sangue.
Entre o murmúrio das orações e o eco distante das batalhas, corações ousam sonhar o impossível, desafiando fronteiras e decretos, num tempo em que cristãos, mouros e judeus partilham o mesmo chão, mas não o direito de amar livremente.
Pedro, herdeiro de um reino em constante tensão com Castela, desafia abertamente o pai, o rei D. Afonso IV, ao permitir que o coração dite escolhas proibidas.
O amor por Inês, intenso e arrebatador, cresce em segredo e escândalo, ameaçando não apenas o casamento com Constança, sua esposa legítima, mas também a estabilidade da coroa.
Enquanto se perde em intrigas e conspirações, o reino prepara-se para enfrentar o inimigo invisível que começa a ceifar vidas sem distinção.
A peste irrompe como uma sombra viva, um vento negro que engole corpos e preces.
A febre surge e, em poucos dias, o sangue apodrece, a carne escurece e os homens caem como folhas no outono, esquecidos por quem ainda respira.
As ruas tornam-se altares de desespero, onde a dor não distingue entre nobres e servos, e a terra, exausta de sepultar, parece recusar-se a receber mais mortos.
O silêncio que se impõe torna-se mais terrível do que o som da guerra.
Neste segundo volume da trilogia A Sombra da Terra, amores proibidos e velhas rivalidades colidem num tempo em que o poder se desfaz e a morte reina.
Chegará o dia em que não se abraçarão os vivos, nem os mortos serão enterrados.
O banquete dos corvos começa, por fim.















