Insira abaixo o email associado à sua conta e clique em "enviar". Receberá no seu email um link a partir do qual poderá criar uma nova password.
Liliana ainda gritou: Livra-te de levares “o meu" chapéu de palhinha. Com o vento que está hoje e a velocidade a que vais guiar para ouvires as gargalhadas da Remédios, voava logo na primeira curva que fizesses! – o engraçado era que aquele chapéu de palhinha italiana tinha-o ele comprado para ele, muitos anos antes em Itália. Adorava-o. Quase tanto quanto o carro desportivo, aquele Mazda MX-5 de capota de lona que abria e fechava manualmente – um verdadeiro clássico de culto (tal como era apresentado e reclamado na publicidade feita massivamente por altura do seu lançamento). E que só para o fim da vida, César tinha conseguido comprar.
****
Quantas vezes engalanáramos os serões na “Mandrágora" a ouvir o Requiem de Mozart?!
Quantas vezes o silêncio nos atravessou para que a música nos penetrasse, fosse o nosso complemento, reflectisse ao ser ouvida, o grande contentamento ou a preocupação por algo exterior a nós, mas que nos podia corromper o equilíbrio pretendido?
Quantas vezes ouvíramos Mozart, através do seu Requiem, enquanto repetíamos, alargávamos, preenchíamos as nossas Epifanias?!
E agora? Daqui em diante, com quem ia poder eu partilhar a sedução de uma música com uma envolvência tão abrangente que nos permitia a plenitude? Com quem ?
****
E um carrossel de títulos de livros passava diante dos meus olhos, levados (ou trazidos?), pela voragem dos dias.
Mas em todos perpassava a figura de um comunicador, que embora agora não presente, passara pela Vida agradecendo ao correr dos acontecimentos que lhe haviam cabido em sorte, ou a que ele soubera dar conteúdo humano, partilhando com os deuses um estado de graça permanente:
Obrigado À Vida Que Me Deu Tanto














