As minhas compras
O seu cesto está vazio.
Adicione produtos ao seu cesto.
Os meus favoritos
Não perca os seus favoritos!
para guardá-los e gerir diferentes listas.
(0 artigos)
A lista de produtos favoritos está vazia.
Adicione produtos aos seus favoritos.
A Sombra que Perpassa
Favorito
A Sombra que Perpassa
Papel
14,00
ComprarComprar

Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2014-12-01
Páginas:
352
ISBN:
978-989-51-2448-0
Colecção:
Passos Perdidos
Género:
Não-Ficção
Sinopse

E a vida?...

As pessoas trabalham, trabalham, à espera de um dia em que possam realizar os seus sonhos, fazerem aquilo que não tiveram nunca a oportunidade de fazer, encontrarem-se finalmente frente-a-frente consigo mesmas e dizerem, «Agora vou ser eu; o tempo doravante pertence-me por espaço de uma breve eternidade em que terei a ilusão de coincidir com a minha liberdade». Claro que muitas vezes isto não passará de um sonho, mas a verdade é que as pessoas vivem (ou melhor: sobrevivem) em função dele, vão adiando a sua verdadeira vida para esse momento, o momento em que irão ler todos os livros que não puderam ler, escrever todas as páginas que não puderam escrever, plantar amorosamente a sua árvore e lançar à terra as suas sementes criadoras, colorir o mundo das suas cores de fantasia, enfim entregarem-se a uma actividade criativa, não servil, não utilitária, de plena doação ou, pelo menos, de não submissão a uma pura lógica de produtividade. Foi esse sonho que deu estatuto de direito ao ócio criador (o «direito à preguiça» de Paul Lafargue) – uma ideia de Esquerda, quando esta ainda estava imbuída de uma energia transformadora. Como esse tempo vai longe! Hoje proliferam os ideólogos neoliberais do trabalho servil e mesmo escravo, pregando a abdicação dos «direitos adquiridos» (com as devidas aspas segregadoras) e da subjectividade dos indivíduos, em nome de um único valor – a competitividade. Um trabalho cujo tempo de servidão se procura expandir até ao limite da resistência biológica. Deixarás de trabalhar quando apenas te reste morrer. Adiar a vida para quê? «Às duas por três nascemos/ Às duas por três morremos/ E a vida?/ Não a vivemos» (Alexandre O’neill).

 

Leituras semelhantes
Memórias do Afeganistão
Favorito
Memórias do Afeganistão
Ângela Santos
18,00
Infinitas Possibilidades
Favorito
Infinitas Possibilidades
Malu Rosa
12,00
Nem Sempre Faço Sexo, mas Todos os Dias, Faço Amor
Favorito
Nem Sempre Faço Sexo, mas Todos os Dias, Faço Amor
Alberto Lopes
18,00
ROSA SANGUE - SEXUALIDADE & ESPIRITUALIDADE
Favorito
ROSA SANGUE - SEXUALIDADE & ESPIRITUALIDADE
Anabela Da Rocha
13,00
VIVER EM VERDADE - Jornada de crescimento espiritual
Favorito
VIVER EM VERDADE - Jornada de crescimento espiritual
Andreia Mascarenhas Mata
14,00
AÇÃO, REAÇÃO E FALTA DE AÇÃO – O Divino e o Terreno
Favorito
AÇÃO, REAÇÃO E FALTA DE AÇÃO – O Divino e o Terreno
Pedro Garção
22,00
Raízes sem frutos
Favorito
Raízes sem frutos
Alcides Couceiro
18,00
Tabus e Muito Preconceitos
Favorito
Tabus e Muito Preconceitos
António Cerqueira
17,00
Uma vida Antes e Depois da Diálise
Favorito
Uma vida Antes e Depois da Diálise
Oclede Fernandes Barros Teixeira
12,00
Companhias do tempo
Favorito
Companhias do tempo
Teófilo Arvelos
15,00
EchoesofHumanity: Owl'sPath to Leadership
Favorito
EchoesofHumanity: Owl'sPath to Leadership
AnibalWadih
14,00
Mente Masculina: Como se proteger dela?
Favorito
Mente Masculina: Como se proteger dela?
Julio Sampaio
15,00
Pague de forma seguraPague de forma segura:
Receba em primeira mão
As nossas ofertas e novidades literárias