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Em 2009 decidi fazer algo perfeitamente normal: pegar no meu velho VW Carocha de 1950 e conduzir até Wolfsburgo.
Simples. Direto. Sem drama. (Riam-se à vontade.)
Nos primeiros quilómetros, tudo parecia sob controlo.
Depois… o Carocha começou a ter “ideias”.
Uma curva aqui que não estava no plano, uma buzina ali sem autorização, e aquele barulho… aquele barulho que soa suspeitamente como… riso.
Não quero tirar conclusões, mas já comecei a pedir “por favor” antes de ligar a ignição.
Só por precaução.
As chamadas “paragens técnicas” tornaram-se cada vez mais… criativas.
Eu abria o capot sem saber o que procurar e fechava com ar confiante, como se tivesse resolvido algo importante.
Spoiler: não resolvi. Mas o carro arrancava na mesma.
Coincidência? Duvido.
E então, finalmente, cheguei à fábrica da Volkswagen.
E foi aí que tudo ficou… ainda mais estranho.
Ninguém pareceu surpreendido.
Pelo contrário — fui recebido com sorrisos cúmplices, como se já estivessem à minha espera há muito tempo.
Como se o Carocha… tivesse avisado.
Juro que, por um momento, senti que não era eu que tinha trazido o carro até ali.
Era mais como se ele me tivesse trazido a mim.
Agora só tenho uma dúvida: esta foi uma viagem… ou um regresso que eu nunca me lembro de ter começado?














