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O Cavalo de Cortez
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O Cavalo de Cortez
Papel
13,00
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Detalhe
Editora:
Chiado Books
Data de publicação:
2012-09-01
Páginas:
296
ISBN:
978-989-697-585-2
Colecção:
Viagens na Ficção
Género:
Ficção
Sinopse

Depois da conquista de Tenochtitlan, Cortez viajou até às honduras em 1525 para um acerto de contas com o Conquistador Cristobal de Olid, atravessando a Guatemala numa expedição com uma centena de homens. Perdeu-se na região que hoje é o sítio arqueológico e Tikal. Foi recebido pelo rei itza chamado Kanek a que deixou para cuidar o seu cavalo moribundo Morcillo, ferido numa perna.
Morcillo morreu e os Mayas chamaram-lhe Tzimin Chaak (Deus do trovão). Relatam as crónicas dos Conquistadores que os mayas itzas pensavam que o estrondo dos arcabuzes disparados pelos cavaleiros eram causados pelo cavalo. Construíram uma estátua do ídolo que veneraram durante um século e que foi destruída em 1618 pelos padres Franciscanos Orbita e Fuensalida quando entraram na região inóspita do Peten para tentar evangelizar os mayas.
Esta era a última região que faltava ao domínio espanhol, conquistada mais tarde em 1697. em o "Cavalo de Cortez", um acampamento de índios que ainda vive ao modo maya na selva e recusa a sociedade contemporânea e progressista, resiste à cultura ocidental e afirma os direitos do seu povo maya. Continua a idolatrar Tziminchac, um símbolo de resistência à cultura ocidental até ao desfecho do 13º baktun. Tudo diante dos olhos comovidos de Francisco Simmons, um empresário do mercado de energia, concessionário da PEMEX mexicana que os protege, apesar do conflito interior travado entre o mundo dos negócios e a sua alma ecologista.
O cavalo de Cortez faz-nos pensar nas escolhas do Novo Milénio: que modelo de economia, que protecção para a biodiversidade e para a cultura das minorias queremos, em face dos interesses energéticos e financeiros do mundo globalizado?
Francisco é doador em projectos de recuperação de sítios arqueológicos mayas e protege, os mayas de Kanek num ambiente agravado pela insegurança causada pelas redes de narcotráfico da América Central. Tudo se complica quando conhece Sheila em Lisboa, uma órfã mexicana que tem consigo um fragmento duma relíquia maya herdada da mãe e um manuscrito setecentista que é afinal, nem mais nem menos, o Chilam Balam (livro profético maya) pertencente a uma linhagem dos itzas do Peten.
Um desfecho improvável e uma narrativa aberta que nos faz perceber o verdadeiro paradigma da humanidade no fim de uma contagem calendárica longa maya de 5.125 anos, coincidente com um séc. XXI ocidental em plena convulsão e mudança.

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