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Benedita, a zeladora do altar-mor da igreja paroquial de Tourela, sucumbiu à labareda de uma paixão proibida e irrefreável.
Vencida pela fragilidade humana perante a chama irresistível do amor carnal, ela entregou-se, de corpo e alma, ao abraço inflamado do padre Tomás, na penumbra silenciosa da sacrista.
No mais profundo de si, sentiu que aquele abraço era abençoado.
Embora, ambos reconhecessem a transgressão à disciplina da Igreja Católica, sentiram que, aquele amor estava isento de culpa ou pecado, aos olhos de Deus.
Não é dado ao homem o poder de aprisionar ou punir o mais nobre dos sentimentos que floresceu no coração daqueles dois seres humanos: um amor pleno e autêntico, livremente consentido e correspondido.
Antes que o castigo advindo da transgressão do Cânone 277 §1 da Igreja Católica pudesse ser executado contra o bondoso Padre Tomás, uma tragédia antecipou-se e selou o seu destino.
O trágico desfecho daquela relação amorosa expõe, de forma pungente, a contradição entre o cânone e a natureza humana, entre a proibição e a liberdade de amar.



















