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“(Hipátia) ... Onde há poder, há corrupção desde que o mundo é mundo, lembrou em obra literária aprimorada o doutor Almeida Santos, príncipe da redacção de leis e decretos-leis da jovem democracia portuguesa ... ao escrever que da pecha do nepotismo ninguém se livra, dela nem sequer escapou o meu querido e admirado Sócrates, pai da filosofia ateniense e mundial, condenado à morte com o labéu de corrupto.” – “O mal consiste no modo como os homens se agarram ao poder contra a vontade do povo.”
Com o mundo em crise e sem mão nos desmandos da humanidade, Deus socorre-se dos préstimos de D. João II, marquês de Pombal, e Salazar, a que junta Hipátia de Alexandria para agradar ao rei, na tentativa de arranjar expediente que lhe permita repor a ordem no universo.
Lançam-se à tarefa com empenho, analisando o estado das nações e das gentes sem reservas de pensamento nem peias de linguagem, chamando os bois pelos nomes, batendo sem dó nem piedade nos males da humanidade e nos farsantes que a dirigem e influenciam, os tiranos propensos à aplicação do dogma quero, posso e mando e a libertária crente na liberdade e consciente de ser a democracia o menos injusto dos sistemas políticos.
De sarcasmo em sarcasmo debatem este mundo e o outro, o bem e o mal e o sexo dos anjos, os defeitos e virtudes dos homens e das mulheres, luta de sexos ou de géneros que tudo vai dar ao mesmo, zurzem a corrupção e hipocrisia dos políticos, louvam o passado e temem o futuro sem justo termo nem medida, deixando Deus a meditar que o bom conselho lhe veio de Hipátia ao lembrar-lhe que tendo assinalado no livro do Tempo um princípio e um fim para o mundo, melhor seria deixar as coisas como estão e aguardar a solução final do Apocalipse.














